Montenegro zerou a fila de espera para mamografias na rede pública de saúde e mantém o acesso ao exame sem demanda reprimida. A medida ganha destaque durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Em média, 105 mamografias são realizadas por mês pelo SUS no município. De janeiro a agosto, foram 840 exames. Quando a cota destinada pelo SUS é atingida, a Prefeitura assume o custo dos procedimentos adicionais para evitar a formação de fila. Nos últimos três meses, o Município desembolsou, em média, R$ 3 mil mensais para garantir exames que ultrapassaram a cota.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Andreia Coitinho da Costa, atualmente a autorização é praticamente imediata, com cerca de 15 exames autorizados por dia. O acesso também não depende exclusivamente de consulta com ginecologista. A mamografia pode ser solicitada por médico clínico ou enfermeiro, após avaliação dos critérios necessários. Em Montenegro, o rastreamento começa aos 40 anos e, após dois exames anuais sem alterações, passa a ser realizado a cada dois anos.
“Quando a cota do SUS termina, o Município paga o exame. O mais importante é que a mulher não fique esperando para fazer uma avaliação que pode ser decisiva para o diagnóstico precoce”, destaca Andreia. A orientação vale também para mulheres que recebem um resultado alterado. Caso tenham dificuldade para conseguir uma nova consulta, devem procurar presencialmente a unidade de saúde de referência. A equipe de enfermagem fará o acolhimento e dará encaminhamento às providências necessárias.
A secretária acrescenta que, quando as mamografias têm resultado alterado ou diagnóstico de câncer, a Prefeitura assume os custos de biópsias e demais exames necessários para dar celeridade aos encaminhamentos para a oncologia. “Isso reduz o tempo de espera da paciente, uma vez que teria que aguardar o Estado liberar esses exames antes de iniciar o tratamento oncológico”, explica.